domingo, 8 de Novembro de 2009

XXXII Domingo do Tempo Comum

LEITURA I 1 Reis 17, 10-16
«Do seu punhado de farinha, a viúva fez um pãozinho
e trouxe-o a Elias»

Frequentes vezes, a palavra de Deus apresenta o contraste entre a opulência e a pobreza, entre a ostentação e a simplicidade, para nos fazer compreender que os humildes e os simples, que a Sagrada Escritura chama “os pobres”, têm o primeiro lugar aos olhos de Deus. Nesta leitura, vemos como foi uma pobre viúva que soube acolher o profeta de Deus, e como por isso foi recompensada com dons abundantes. Ensinamento semelhante ao que ouviremos no Evangelho.

Leitura do Primeiro Livro dos Reis
Naqueles dias, o profeta Elias pôs-se a caminho e foi a Sarepta. Ao chegar às portas da cidade, encontrou uma viúva a apanhar lenha. Chamou-a e disse-lhe: «Por favor, traz-me uma bilha de água para eu beber». Quando ela ia a buscar a água, Elias chamou-a e disse: «Por favor, traz-me também um pedaço de pão». Mas ela respondeu: «Tão certo como estar vivo o Senhor, teu Deus, eu não tenho pão cozido, mas somente um punhado de farinha na panela e um pouco de azeite na almotolia. Vim apanhar dois cavacos de lenha, a fim de preparar esse resto para mim e meu filho. Depois comeremos e esperaremos a morte». Elias disse-lhe: «Não temas; volta e faz como disseste. Mas primeiro coze um pãozinho e traz-mo aqui. Depois prepararás o resto para ti e teu filho. Porque assim fala o Senhor, Deus de Israel: ‘Não se esgotará a panela da farinha, nem se esvaziará a almotolia do azeite, até ao dia em que o Senhor mandar chuva sobre a face da terra’». A mulher foi e fez como Elias lhe mandara; e comeram ele, ela e seu filho. Desde aquele dia, nem a panela da farinha se esgotou, nem se esvaziou a almotolia do azeite, como o Senhor prometera pela boca de Elias.
Palavra do Senhor.



LEITURA II Hebr 9, 24-28
«Cristo ofereceu-Se uma só vez
para tomar sobre Si os pecados de muitos»

O sacrifício de Cristo, oferecido por Ele sobre a Cruz, é o momento culminante de toda a vida de Jesus e até da história de toda a humanidade. Oferecendo-Se em sacrifício ao Pai, Ele abriu o caminho para junto de Deus, primeiro para Ele mesmo, como homem que também era, e, em Si e consigo, para todos os que a Ele se entregam e Lhe obedecem, como Ele obedeceu ao Pai. Em Cristo todos podem encontrar o caminho e a porta para Deus.

Leitura da Epístola aos Hebreus
Cristo não entrou num santuário feito por mãos humanas, figura do verdadeiro, mas no próprio Céu, para Se apresentar agora na presença de Deus em nosso favor. E não entrou para Se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote que entra cada ano no Santuário, com sangue alheio; nesse caso, Cristo deveria ter padecido muitas vezes, desde o princípio do mundo. Mas Ele manifestou-Se uma só vez, na plenitude dos tempos, para destruir o pecado pelo sacrifício de Si mesmo. E, como está determinado que os homens morram uma só vez e a seguir haja o julgamento, assim também Cristo, depois de Se ter oferecido uma só vez para tomar sobre Si os pecados da multidão, aparecerá segunda vez, sem a aparência do pecado, para dar a salvação àqueles que O esperam.
Palavra do Senhor.


EVANGELHO – Mc 12, 38-44
«Esta pobre viúva deu mais do que todos os outros»

Como a viúva de que falava a primeira leitura também esta outra viúva a que se refere agora o Evangelho amou mais a palavra de Deus do que os seus poucos bens, que eram, na verdade os únicos e bem pequenos. Mas, por isso mesmo, a sua acção foi de maior alcance e mais meritória do que as grandes dádivas dos que muito possuíam. Gesto bem pequeno, portador de uma grande lição, porque inspirado por um grande amor.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo, Jesus ensinava a multidão, dizendo: «Acautelai-vos dos escribas, que gostam de exibir longas vestes, de receber cumprimentos nas praças, de ocupar os primeiros assentos nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes. Devoram as casas das viúvas, com pretexto de fazerem longas rezas. Estes receberão uma sentença mais severa». Jesus sentou-Se em frente da arca do tesouro a observar como a multidão deitava o dinheiro na caixa. Muitos ricos deitavam quantias avultadas. Veio uma pobre viúva e deitou duas pequenas moedas, isto é, um quadrante. Jesus chamou os discípulos e disse-lhes: «Em verdade vos digo: Esta pobre viúva deitou na caixa mais do que todos os outros. Eles deitaram do que lhes sobrava, mas ela, na sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver».
Palavra da salvação.




sábado, 7 de Novembro de 2009

O número 7



O número 7 é o mais presente em toda a filosofia e literatura sagrada desde os tempos imemoriais até aos nossos dias.
O 7 é considerado um número sagrado, perfeito e poderoso.


A soma de 3 + 4 = 7 está presente em várias religiões.

O 3 é representado por um triângulo (a Santíssima Trindade).

O 4 é representado por um quadrado (a representação dos elementos do mundo físico: terra, água, ar e fogo). É a Matéria.

O 7 é o Espírito na Terra, sustentado pelos quatro Elementos, ou a Matéria. É o espírito encarnado.

O 7 é um número místico por excelência, indica o processo de passagem do conhecido para o desconhecido; ele detém uma clara relevância, não apenas entre os ocultistas, mas também em todas as religiões, das mais antigas às mais modernas.


VEJAMOS ALGUMAS CURIOSIDADES RELACIONADOS AO NÚMERO 7:

7 foram os dias para a criação do Mundo, segundo a Bíblia: A criação do mundo 6+1= 7

7 são os braços do candelabro Judeu: indicando os 7 dias da criação.

7 vacas gordas, 7 vacas magras, 7 espigas cheias, 7 espigas vazias, existiam no sonho do Faraó Egípcio. José decifrou o sonho como = 7 anos de fartura e 7 anos de seca.

7 foram as pragas do Egipto: Gafanhotos, Água que se tornou em Sangue, Rãs, Piolhos, Peste, Chuva de Granizo e Trevas.

7 são os Arcanjos: Miguel, Jofiel, Samuel, Gabriel, Rafael, Uriel e Ezequiel.

7 são os dons do Espírito Santo: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Força, Ciência, Piedade e Temor a Deus.

7 são os sacramentos da Igreja Católica: Baptismo, Confirmação, Eucaristia, Penitência, Unção dos Enfermos, Ordem e Matrimónio.

7 são as virtudes: Fé, Esperança, Caridade, Prudência, Justiça, Força e Temperança.

7 são os pecados capitais: Soberba, Ira, Inveja, Luxúria, Gula, Avareza e Preguiça.

7 são as virtudes cardiais: Castidade, Generosidade, Temperança, Diligência, Paciência, Caridade e Humildade.

7 são as Obras de Misericórdia: Dar de comer a quem tem fome, Dar de beber a quem tem sede, Vestir os nus, Dar pousada aos peregrinos, Assistir os enfermos, Visitar os presos, Cuidar dos que partem pela morte.

7 são as Obras de Misericórdia Espiritual: Dar um Bom Conselho, Instruir os Menos Esclarecidos, Corrigir os que Erram, Consolar os Aflitos, Perdoar as Injúrias, Suportar Pacientemente as Fraquezas do Próximo e Rezar pelos vivos e Falecidos.

70 x 7 é a conta do perdão.

7 é o numero que encontramos no Apocalipse de São João: 7 Estrelas, 7 Igrejas, 7 Cornos, 7 Selos, 7 Candelabros, 7 Anjos, 7 Trombetas, 7 Coroas, 7 Trovões e 7 Taças.

7 são as igrejas iniciais do Cristianismo: Éfeso, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Esmirna, Filadélfia e Laodicéia.

7 são as personalidades de Deus (segundo Zoroastro): Luz Eterna, Omnisciência, Rectidão, Poder, Piedade, Benevolência e Vida Eterna.

7 são os meios que tem o homem para se tornar puro ( segundo o Budismo) : Domínio de si mesmo, Investigar a verdade, Energia, Alegria, Serenidade, Concentração e Magnanimidade.

7 são os grandes mensageiros: Krisna, Buda, Lao-Tsé, Confúcio, Zoroastro ou Zaratustra, Moisés e Jesus.

7 são as Leis Universais: Natureza, Harmonia, Correspondência, Evolução, Polaridade, Manifestação e Amor.

7 são os dias da semana: Domingo, Segunda-feira, Terça-feira, Quarta-feira, Quinta-feira, Sexta-feira e Sábado.

7 são as notas musicais com 7 escalas, 7 pausas e 7 valores: Dó, Ré Mi, Fá, Sol, Lá, Si.

7 são as cores do arco-íris: Vermelho, Laranja, Amarelo, Verde, Azul, Anil e Violeta.

7 são os elementos: Éter, Água, Metal, Pedra, Matas, Terra e Fogo.

7 é o indicador do PH neutro

7 dias duram cada uma das 4 fases da lua

7 são os orifícios do crânio humano: 2 no nariz, 2 nos ouvidos, 2 nos olhos e 1 na boca.

7 são as glândulas endócrinas: Hipófise, Tiróide, Paratiroides, Supra-renais, Sexuais, Timo e Pâncreas.

7 são os nossos chacras: Básico, Esplénico, Umbilical, Cardíaco, Laríngeo, Frontal e Coronário.

7 são as saias da Nazaré: Diz o povo que representam as sete virtudes; os sete dias da semana; as sete cores do arco-íris; as sete ondas do mar, entre outras atribuições bíblicas, míticas e mágicas que envolvem o número sete.

7 são os anões: Soneca, Dengoso, Dunga, Feliz, Atchim, Mestre e Zangado.

7 são os planetas sagrados: Saturno, Júpiter, Marte, Vénus, Mercúrio, Sol, Lua.

7 são os sábios da Grécia: é a seguinte: Tales de Mileto, Periandro de Corinto, Pítaco de Mitilene, Brias de Priene, , Cleóbulo de Lindos, Sólon de Atenas e Quílon de Esparta.

7 são os mares: Mar Adriático, Mar Arábico, Mar Cáspio, Mar Mediterrâneo, Mar Negro, Golfo Pérsico, Mar Vermelho.

7 são as colinas de Roma: Campidoglio, Quirinale, Viminale, Esquilino, Celio, Aventino e Palatino.

7 são as colinas de Lisboa: Castelo, São Vicente, São Roque, Santo André, Santa Catarina, Chagas e Santa Ana”.

7 são as belas-artes: Escultura, Teatro, Música, Arquitectura, Literatura, Pintura, Cinema.

7 são as maravilhas do mundo: Pirâmides de Gizé, Jardins suspensos da Babilónia em Semíramis, Farol de Alexandria, Colosso de Rodes, Mausoléu de Halicarnasso, Estátua de Zeus em Olímpia e o Templo de Ártemis em Éfeso.

7 são as novas maravilhas do mundo: Muralha da China, Petra na Jordânia, Cristo Redentor no Brasil, Machu Picchu no Perú, Chichen Itza no México, Coliseu de Roma e Taj Mahal na Índia.

7 são as maravilhas de Portugal: Mosteiro de Alcobaça, Mosteiro dos Jerónimos, Palácio Nacional da Pena, Mosteiro da Batalha, Castelo de Óbidos, Torre de Belém e o Castelo de Guimarães.

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

S. Nuno de Santa Maria, religioso



Nuno Álvares Pereira,

fundador da Casa de Bragança, nasceu em Santarém (Portugal) a 24 de Junho de 1360.

Como Condestável do reino de Portugal, foi militar invencível; mas, vencendo se a si mesmo, pediu a admissão, como irmão leigo, na Ordem do Carmelo.

Tinha uma admirável piedade e confiança para com a Santíssima Virgem Maria. Sentia grande satisfação em pedir esmolas pelas portas, desempenhar os ofícios mais humildes na casa de Deus, e mostrou sempre grande compaixão e liberalidade para com os pobres.
Morreu no domingo da Ressurreição do ano 1431 (1 de Abril).

Um ano de vida




Foi precisamente há um ano, a 6 de Novembro de 2008, pelas 11h37m (hora local) na aldeia de Reo Mao em Refane, que uma jovem senegalesa dava à luz uma criança do sexo feminino.



Baptizada de “Leonor” esta criança ficará para sempre nos corações de todos os aventureiros solidários que integraram a 5ª Missão Aventura Solidária da AMI no Senegal.



Desde o primeiro dia de Missão que a maior parte dos aventureiros esperavam ansiosamente pelo nascimento de uma criança. Em Refane nascem cerca de 4 crianças por dia, mas por força da natureza os partos quase sempre eram efectuados de noite.

A mãe de Leonor iniciou o trabalho de parto no dia a seguir à chegada da Missão, sendo por isso e desde logo muito acompanhada e acariciada por todo o grupo. Várias vezes por dia esta jovem deslocava-se ao posto de saúde da aldeia para tentar dar à luz, mas a sua “hora” parecia não querer chegar.

Foram dias de muito sofrimento e ansiedade para a mãe e para todo o grupo. A aldeia estava informada da vontade que existia em assistir (mesmo que durante a noite) a este parto. O nascimento de Leonor passou assim a estar presente em todos os momentos desta Missão.

A 5ª Missão AMI – Aventura Solidária estava já em contagem decrescente e Leonor teimava em não nascer. Mas na altura em que o grupo se preparava para se despedir da aldeia, a pequena Leonor resolveu presentear os aventureiros com o seu primeiro choro.

O nascimento da Leonor foi para todos um momento grandioso, inesquecível e demonstrativo do que é " O VALOR E O SENTIDO DA VIDA".


Leonor com 6 meses de vida ao colo de sua mãe


Aguardamos com muita expectativa uma nova foto da Leonor, mas agora com um ano de vida.
Bem haja Leonor!

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Peregrino:


Hoje (1ª quinta-feira do mês), pelas 20h30m na Igreja de Santiago em Alcácer do Sal, vai realizar-se a Adoração ao Santissimo Sacramento.


A ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO é um tempo dedicado à oração diante do Santíssimo Sacramento. Precisamente porque Cristo está presente no sacramento da eucaristia, deve ser honrado através da oração. Visitar o Santíssimo Sacramento é uma prova de gratidão e de amor, assim como um dever de adoração a Cristo Nosso Senhor.

quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Precisamos de Santos!


Precisamos de Santos sem véu ou batina.
Precisamos de Santos de calças de ganga e sapatilhas.

Precisamos de Santos que vão ao cinema,
ouvem música e passeiam com os amigos.

Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar,
mas que se esforcem na faculdade.

Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar
e que saibam namorar na pureza e castidade,
ou que consagrem a sua castidade.

Precisamos de Santos modernos,
Santos do século XXI,
com uma espiritualidade inserida no nosso tempo.

Precisamos de Santos comprometidos com os pobres
e as necessárias mudanças sociais.

Precisamos de Santos que vivam no mundo,
se santifiquem no mundo,
que não tenham medo de viver no mundo.

Precisamos de Santos que bebam Coca-Cola
e comam hot-dogs, que usem jeans,
que sejam internautas, que usem walkman.

Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro,
de música, de dança, de desporto.

Precisamos de Santos que amem apaixonadamente a Eucaristia
e que não tenham vergonha de tomar um “copo”
ou comer uma pizza no fim-de-semana com os amigos.

Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos,
alegres e companheiros.

Precisamos de Santos que estejam no mundo;
e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo,
mas que não sejam mundanos".

João Paulo II

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Novo Diácono em Alcácer do Sal




No passado dia 4 de Outubro deu entrada nas Paróquias da Zona Pastoral de Alcácer do Sal, o Diácono Fernando Lopes, de 31 anos de idade, exercendo pela primeira vez o seu Ministério Diaconal de anunciador da Palavra de Deus fazendo as homilias desse domingo.

Após seis anos de formação no Seminário Maior de Évora, Fernando Lopes foi ordenado Diácono a 27 de Setembro de 2009, na Igreja paroquial de Samora Correia, sua terra Natal.

O novo Diácono irá também leccionar Educação Moral e Religiosa Católica na Escola local e será ainda responsável pelo Pré-Seminário. Realidade que não lhe será estranha dada a sua experiência no acompanhamento de jovens quer na sua paróquia de origem quer no Movimento dos Convívios Fraternos.

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Dia dos fiéis defuntos




Dos Santos aos Fiéis Defuntos


A proximidade destes dois dias do princípio de Novembro, respectivamente o dia 1 e 2 deste mês, levou a que frequentemente se imagine que se trata de uma única celebração em dois dias consecutivos. No entanto, não é assim, embora cada um destes dois dias tenha muito de comum, que é a celebração do mistério da vida para além da morte e a esperança de nela tomarmos parte, como membros do mesmo e único Corpo de Cristo.

Os Santos sempre foram celebrados desde o princípio do Cristianismo, particularmente os Mártires. As Igrejas do Oriente foram as primeiras (século IV) a promover uma celebração conjunta de todos os Santos quer no contexto feliz do tempo pascal quer na semana imediatamente a seguir. Os santos - com destaque para os mártires - são, de facto, modelo sublime de participação no mistério pascal.

No Ocidente, foi o Papa Bonifácio IV a introduzir uma celebração semelhante em 13 de Maio de 610, quando dedicou à santíssima Virgem e a todos os mártires o Panteão de Roma, dedicação essa que passou a ser comemorada todos os anos. A partir destes antecedentes, as diversas Igrejas começaram a celebrar em datas diferentes celebrações com idêntico conteúdo. Os irlandeses, por exemplo, celebravam em 20 de Abril uma festa em honra de todos os Santos da Europa.

A data de 1 de Novembro foi adoptada primeiro na Inglaterra do século VIII acabando por se generalizar progressivamente no império de Carlos Magno (influência de Alcuíno, que era inglês), tornando-se obrigatória no reino dos Francos no tempo de Luís, o Pio (835), talvez a pedido do Papa Gregório IV. Na solenidade de todos os Santos, a Igreja propõe-se esta visão da glória, às portas do inverno, para que, com o cair das folhas das árvores e o apagar-se gradual da luz do dia, não esmoreça nos seus filhos a esperança da vida e da vida plena em Deus, onde os Santos são para nós ainda peregrinos na Terra, um estímulo e um contínuo convite a que desejemos, para além da morte, a vida eterna em Deus.

O dia de Todos os Santos é, por isso, um dia de festa que não deve ser ofuscada pela celebração do dia que se lhe segue. A comemoração de todos os Fiéis Defuntos nasceu, no entanto, em ligação com a celebração do dia anterior, e muito naturalmente, pois que também nela se celebra a vida para além da morte, na esperança da ressurreição do último dia.

O dia chama-se Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, depois de Todos os Santos, todos os que partiram deste mundo, marcados com o sinal da fé e esperam ainda a purificação total para poderem chegar à visão de Deus.

O nome tradicional para falar dos que partiram é Defuntos - palavra que significa os que deixaram a sua "função" , a sua actividade terrena e que não devem ser chamados "Finados", palavra de sabor pagão, que significaria os que chegaram ao fim de tudo quanto é vida, onde não haveria lugar para "a vida do mundo que há-de vir", como professamos no Credo. Foi o Abade de Cluny, S. Odilão, quem no ano 998 determinou que em todos os mosteiros da sua Ordem - e eram muitos e influentes - se fizesse a comemoração de todos os defuntos «desde o princípio até ao fim do mundo» no dia a seguir ao da solenidade de todos os Santos.

Este costume depressa se generalizou. Roma oficializou-o no século XIV e no século XV foi concedido aos dominicanos de Valência (Espanha) o privilégio de celebrar 3 missas em 2 de Novembro, prática que se difundiu nos domínios espanhóis e portugueses e ainda na Polónia. Durante a primeira Grande Guerra, o Papa Bento XV generalizou esse uso a toda a Igreja (1915).

O Calendário de 1969 equipara a Comemoração às Solenidades, dando-lhe precedência sobre os domingos. Também a sucessão dos dois dias litúrgicos insinua esta íntima ligação dos dois cultos: a Igreja pretende abraçar todos os cristãos que já concluíram a sua peregrinação terrena, a começar por aqueles nos quais já se cumpriu integralmente o mistério pascal com o triunfo da ressurreição de Jesus Cristo.


In Agência Ecclesia

domingo, 1 de Novembro de 2009

Dia de Todos os Santos



São santos todos os que aceitaram seguir a Cristo até ao fim...

O Dia de Todos os Santos é um Dia Santo na Igreja Católica, observado como dia feriado em muitos países, que se celebra no dia 1 de Novembro, e é uma Festa Litúrgica ou "Solenidade" em que se honram e veneram todos os santos que estão no Céu, especialmente os que não foram canonizados ou beatificados e que, portanto, não têm um dia de festa oficial no Calendário Litúrgico.

Diz-nos a Constituição sobre a Sagrada Liturgia (LG) :

104. – A Igreja inseriu também no ciclo anual a memória dos Mártires e outros Santos, os quais, tendo pela graça multiforme de Deus atingido a perfeição e alcançado a salvação eterna, cantam hoje a Deus no céu o louvor perfeito e intercedem por nós. Ao celebrar o «dies natalis» (dia da morte dos Santos), proclama o mistério pascal realizado na paixão e glorificação deles com Cristo, propõe aos fiéis os seus exemplos, que conduzem os homens ao Pai por Cristo, e implora pelos seus méritos as bênçãos de Deus.

111. - A Igreja, segundo a tradição, venera os santos e as suas relíquias autênticas, bem como as suas imagens. É que as festas dos Santos proclamam as grandes obras de Cristo nos seus servos e oferecem aos fiéis os bons exemplos a imitar.

Primitivamente esta festa celebrava-se no dia 13 de Maio, especialmente em honra dos santos mártires.

Depois, seguindo o uso da Igreja Oriental foram incluídos os confessores da fé, as virgens e outros santos.

No dia 13 de Maio do ano de 609, o papa Bonifácio IV (608-615), transformou um templo pagão, o Panteão Romano, numa Igreja cristã dedicada à BVM e aos santos, onde colocou muitas relíquias dos Santos vindas das Catacumbas, e escolheu para a celebração dessa festa, exactamente o dia 13 de Maio.

O Papa Gregório III (731-741), mudou esta festa para o dia 1 de Novembro no ano de 732, e consagrou uma capela em honra de Todos os Santos na Basílica de S. Pedro de Roma, mas só no século XII os católicos se resolveram a aceitar o dia 1 de Novembro como dia oficial de Todos os Santos.

A vigília (noite de oração preparatória para a Festa), e a oitava (continuação das alegrias festivas durante oito dias), foram durante muito tempo observadas para a Festa de Todos os Santos, mas já se não observam desde 1955.

Todavia, a Igreja continua a ensinar que todos aqueles que estão no Céu, são santos, e que este dia festivo é um tempo especial para pedir aos santos a sua intercessão por nós nas nossas muitas dificuldades.

O Papa Paulo VI disse em 1977 :

- “Nós honramos aqueles que nos deixaram uma herança de bons exemplos, uma verdadeira escola de virtudes humanas e cristãs”.

A festa de Todos os Santos, evoca, em primeiro lugar, a glória de Deus manifestada nas suas obras, das quais, a maior de todas é a de transformar em filhos Seus criaturas limitadas e imperfeitas, homens e mulheres, e a de reproduzir em cada uma delas, a imagem de Seu Filho Jesus Cristo.

Algumas responderam à interpelação divina de tal maneira que reproduziram essa imagem em grau eminente, como os mártires e as virgens ou os confessores.

Através do seu Magistério, a Igreja, depois de aturado processo de investigação, declarou heróicas as suas virtudes e proclamou-os santos ou beatos.

Esses são os heróis do Cristianismo.

Para além deles, uma "numerosa multidão que ninguém podia contar e provinha de todas as nações, tribos, povos e línguas" (Apc.7,9), sem ser composta por heróis, seguiu pelo caminho proposto no Evangelho, e também reproduziu, em diversas medidas, a imagem de Jesus Cristo, segundo o dom de Deus e a capacidade de cada um.

Sem declarações oficiais do Magistério, temos razão para crer que essa numerosa multidão se encontra também em Deus, e goza da Sua presença para sempre.

Uns e outros representam, no conjunto, a vitória definitiva de Jesus Cristo sobre o pecado e sobre a morte, e renovam em nós, que estamos a caminho, a esperança da terra prometida.

Festejar Todos os Santos é como festejar a glória de Deus que, em Jesus Cristo, triunfa sobre todos os poderes do mal.

Como Deus é amor total, e somos chamados a ser "semelhantes a Ele" (1 Jo.3/2), os que ainda vivemos aqui somos convidados a um percurso de purificação de tudo o que se oponha ao amor.

In "Portal de S. Romão"

Pão-por-Deus


Em Portugal, no dia de Todos-os-Santos as crianças saem à rua e juntam-se em pequenos bandos para pedir o pão-por-deus de porta em porta.
As crianças quando pedem o pão-por-deus recitam versos e recebem como oferenda: pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, amêndoas ou castanhas, que colocam dentro dos seus sacos de pano.
É também costume em algumas regiões os padrinhos oferecerem um bolo, o Santoro. Em algumas povoações chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’.




Estas são as Broas tradicionais de Todos-os-Santos (dia 1 de Novembro).
Devem ser sempre feitas com farinha Branca de Neve, caso contrário ficam duras...e devem ser sempre amassadas à mão, mesmo ao modo tradicional, uma pessoa amassa outra segura o alguidar,

Ingredientes:
1 k. de Farinha Branca de Neve
500 gr. de Açúcar
250 gr. de Leite
4 Ovos
1 colher (de sopa) de Óleo
1 colher (de sobremesa) de Fermento em Pó
3 colheres (de sobremesa) de Canela
2 colheres (de sobremesa) de Erva-Doce
1 colher (de sobremesa) de Baunilha em pó
1 pitada de Sal
Raspa de limão a gosto
Frutos Secos
1 Ovo batido misturado com leite para pincelar
Açúcar Baunilhado para polvilhar

Preparação:

Junta-se o açúcar, o leite, os ovos, o óleo, a canela, a erva-doce, a baunilha, raspa dos limões e o sal, misturando tudo muito bem.
Depois junta-se a farinha e amassa-se muito bem. No final junta-se os frutos secos (nozes, sultanas e pinhões).
Moldam-se broas do tamanho a gosto, que se colocam num tabuleiro polvilhado com farinha, ou em cima de um tapete de silicone.

Bate-se um ovo com uma colher de sopa de leite e pincelam-se as broas. Com uma tesoura cortam-se as broas em forma de cruz, puxando a massa para cima, para que cresçam, e no meio coloca-se um pouco de açúcar baunilhado. No topo de cada uma coloca-se um pedaço de amêndoa ou noz.
Leva-se a forno pré-aquecido a 210º até que cozam e fiquem com uma cor dourada.


Receita retirada do blogue de Luisa Alexandra

Caminhar do Sul no Mundo